Exames papiloscópico e prosopográfico realizados pelo Instituto auxiliam elucidação de crimes.

O Instituto de Identificação da Polícia Civil auxiliou a elucidação de dois crimes de estelionatos em Goiás e conseguiu também relacionar a autoria nos dois casos. A primeira denúncia chegou ao Instituto pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais, na qual a delegada suspeitando de fraude no documento de identidade encaminhou um memorando ao Instituto solicitando a comparação das digitais entre a vítima e a suspeita. Através da comparação de imagens do banco de dados do Instituto e um laudo papiloscópico ficou constatado a falsificação, que ocorreu para uma compra e venda de imóveis.

Pouco tempo depois, o delegado Izaias de Araújo Pinheiro do 1º Distrito Policial encaminhou uma solicitação de comparação dos arquivos do Instituto com um possível documento fraudado, relacionado à falsificação de documento em caso de registro de imóvel. Assim que analisou a documentação, Júlio César Carvalho, coordenador da seção de laudos, desconfiou da foto do documento e que a suspeita deste caso seria a mesma do primeiro caso, pedindo assim um exame prosopográfico – o qual compara uma imagem padrão com uma imagem suspeita,  possibilitando detectar as similaridades entre as faces.

Através do exame de comparação de imagens faciais, a equipe da Seção de Representação Facial Humana e Arte Forense sugeriu que a falsificadora nos dois casos seria a mesma pessoa. Com os exames papiloscópicos e proposográficos  emitidos pelo  Instituto foi possível se chegar aos nomes: Virginia Maria Franco e seu marido Wanio Rodrigues Sardinha.

De acordo com o jornal Diário de Goiás, os dois eram integrantes de uma quadrilha especializada em falsificação de documentos. A quadrilha falsificava e vendia RG, CNH, CRLV, certidão de nascimento, de casamento e até diplomas. Os documentos falsificados eram utilizados na venda fraudulenta de imóveis, transferência fraudulenta de veículos, abertura de conta e financiamento bancário fraudulento, uso de documento falso para ingressar no sistema prisional através de visitas íntimas e documento falso para consumação.

A Delegada afirmou que além dos documentos falsificados, também foram encontrados documentos verdadeiros, que tiveram seus dados apagados com solventes. “Romero já atua como falsificador a pelo menos 6 anos. Segundo ele, a CNH era vendida por aproximadamente R$ 500,00, o CRLV por R$ 400,00, o RG por R$ 200,00, isso quando a contratação era feita direta com ele. Quando vinha com a intermediação do agenciador, esse valor era dobrado, ou até mais que isso”.

 

Fonte da foto: Site Diário de Goiás