Datiloscopista recupera imagem da mãe de órfão por meio de Retrato Falado

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Reginaldo de Souza de Jesus não conhecia o pai, perdeu a mãe aos sete anos de idade e sua educação ficou a cargo da Fundação de Assistência a Menores Aprendizes – FAMA, instituição profissionalizante de orientação maçom, a qual deu nome ao setor desta capital, onde se localiza.

Apesar do afeto que sempre alimentou por Maria Madalena de Jesus, Reginaldo não se lembrava da fisionomia de sua mãe, não possuía nenhuma fotografia, nem mesmo em algum documento, e seu grande desejo, aos 63 anos de idade, era prestar-lhe uma homenagem, com alguma motivação visual.

Maria Salete de Souza Gonçalves, considerada por Reginaldo como madrasta – já que era ela quem o retirava do internato e o abrigava aos finais de semana -, era a única pessoa que chegou a conhecer a mãe biológica de Reginaldo e se dispôs a descrevê-la.

Após vários esforços nesse sentido, Reginaldo entrou em contato com a Seção de Representação Facial Humana e Arte Forense (RFH) do Instituto de Identificação, que não se furtou ao inusitado ofício, apesar de todos os trabalhos que foram realizados, até então, objetivarem exclusivamente à identificação criminal.

Após algumas horas de trabalho em conjunto com o datiloscopista e perito em retrato falado Gerson Inácio, a madrasta avaliou a montagem realizada por Gerson com nota máxima (apesar das rotineiras explicações de que o resultado seria uma aproximação da imagem real e que a nota dez estava reservada a uma com precisão fotográfica), o que trouxe profunda alegria e sentimento de realização pela missão praticamente concluída àquele filho repleto de gratidão.

Em posterior visita que fez ao Instituto de Identificação, Reginaldo presenteou a Seção com a montagem gráfica que fez do retrato falado em questão, obra que passou a ornamentar a campa de sua mãe, e narrou interessante diálogo que teve com seus filhos:

– Pai, o retrato falado parece mesmo com a nossa avó?

– Eu me lembro pouco dela ou mesmo nada, mas acredito que sim, pois a outra avó de vocês e minha madrasta (Dona Salete) até chorou de emoção ao vê-lo pronto. Por isso, esta é a imagem dela que adotamos a partir de agora.

O caso aqui narrado apresenta mais um serviço de alcance social prestado pelo Instituto de Identificação deste Estado.