Uma busca que não para, nós estamos prontos para ajudar

107

Em entrevista para Rádio Brasil Central,  Simone de Jesus, coordenadora do Núcleo de Pessoas Desaparecidas da SSP-Go, apresenta serviços e tecnologias utilizadas pelo Instituto de Identificação para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas em Goiás.

Para ouvir a entrevista acesse o link

Transcrição de Áudio:

Wilton Vieira – Rádio Brasil Central: Na semana nacional de mobilização Nacional para busca e defesa da criança desaparecida, o instituto de identificação e coordenação de pessoas desaparecidas da Polícia Civil de Goiás, apresenta tecnologias utilizadas para auxiliar na busca de pessoas desaparecidas Simone de Jesus Coordenadora do Núcleo de Pessoas desaparecidas da PC Goiana destaca a importância da tecnologia.

Simone de Jesus – IIGoiás: A tecnologia vem para colaborar para que a gente faça a projeção de idade,  vem colaborar para que a gente faça o compartilhamento de informações, porque a gente conseguiu fazer o sistema alerta, o que é isso, todo mundo que teve o parente desaparecido deve imediatamente registrar ocorrência, porque a medida que ele registra ocorrência, se a pessoa for atendida por alguma instituição de segurança pública vai ter um sistema alerta que ela está desaparecida que é importante isso né (sic) alem dessa projeção de idade e do sistema  alerta, nós temos também a identificação de mortos ignorados, através do sistema AFIS, que é o sistema de digitalização das impressões digitais e também pessoas que entram em hospitais que não conseguem se comunicar, ela entra lá e não tem documento não consegue dizer o nome, o que a gente tem feito: a gente vai até o HUGO (ou outro hospital), faz a coleta das impressões digitais e “joga” no sistema, identifica e localiza a família.

Wilton Vieira – RBC: Simone de Jesus ressalta ainda os dados do Instituto de Identificação e avanços da coordenação.

Simone de Jesus: Há um total de 3653 casos (anual)  e você vai me perguntar: Essas pessoas todas ainda continuam desaparecidas? A gente ainda não sabe, porque a gente ainda tem um sistema de controle muito precário. a gente não sabe quantas voltaram, quantas continuaram desaparecidas, quantas morreram. Então a intenção da criação dessa coordenação é melhorar o fluxo dessas informações, então estamos tentando melhorar desde o registro desses dados.

Wilton Vieira – RBC:  Simone de Jesus acrescenta que projeção de idade para pessoas que procuram familiares há muitos anos e identificação de cadáveres ignoráveis são outros auxílios à sociedade por meio da tecnologia usada pela Polícia Civil Goiana.